A Química Verde na Indústria

14/08/2020

Por Victória Tavares

O mundo tem vivido uma fase de grande ênfase na preservação e recuperação do meio ambiente e por consequência, nos últimos anos, têm-se visto um crescimento expressivo do mercado vegano de produtos cosméticos. Está se tornando cada vez mais comum encontrar produtos naturais, cosméticos orgânicos, cosméticos feitos com ingredientes ou matéria prima orgânica, que além de serem a favor do meio ambiente, trazem inúmeros benefícios a saúde da pele e cabelo.

O crescimento desse nicho veio como um grande desafio para a continuidade dos desenvolvimentos industriais, pois, para que exista uma menor geração de resíduos, efluentes tóxicos e produção de gases indesejáveis ao meio ambiente, é preciso um estudo de caso para implementar uma nova conduta química que aprimore os processos de produção.

A revolução industrial é um marco divisor pro mundo, o crescimento populacional e das necessidades de consumo se refletiram no crescimento das indústrias em número, áreas de atuação e variedades de produtos. Com esse desenvolvimento desenfreado, às consequências futuras ao meio ambiente foram e ainda são catastróficas. O resultado é de grandes dimensões e em alguns casos irreparáveis, mares repletos de plástico, altos índices de CO2 (gás carbônico) na atmosfera e rios contaminados por metais pesados. Nesse momento, seja pela pressão dos consumidores ou governos, o fato é:  a indústria precisa se reinventar.

A Química Verde ou química limpa, foi definida a primeira vez em 1991 por John Warner e Paul Anastas, membros da agência ambiental norte-americana Environmental Protection Agency (EPA). Isso ocorreu após a criação de uma lei nacional de prevenção à poluição. A Química Verde é então o fruto da necessidade de uma sociedade que por anos negligenciou os impactos da produção e consumos de produtos que demoram décadas para se decomporem ou que a separação dos efluentes seja extremamente complicada e de grande custo e, que às vezes, não é possível.

E o que é a Química Verde? Como esse sistema colabora com o meio ambiente? Como implementá-la nos meus processos de produção?

A Química Verde prevê um sistema com 12 princípios e foi definida por Jonh Warner e Paul Anastas como sendo o "desenvolvimento de produtos químicos e processos que buscam a redução ou eliminação do uso e da geração de substâncias perigosas", posteriormente, esse conceito foi aceito pela International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC). Em resumo, a Química Verde visa auxiliar o desenvolvimento de metodologias e processos que-usem e gerem- a menor quantidade de materiais tóxicos e inflamáveis como por exemplo a amônia, muito utilizada em tinturas cosméticas. Esse composto pode contaminar cursos d'água os deixando inviáveis e, também, pode causar desidratação às plantas pois o contato causa queimaduras. Alguns pontos que valem ser frisados são:

  • Síntese de produtos com menor toxicidade

A troca de reagentes tóxicos por reagentes alternativos e renováveis está em grande foco no meio científico e tem tomado espaço na indústria cosmética, os produtos livres de parabenos e de derivados de petróleo, por exemplo, conhecidos no mundo da beleza como produtos liberados, tem ganhado as prateleiras nos últimos anos. E quais os malefícios desses reagentes ao meio ambiente? As etapas que envolvem a produção de petróleo, por exemplo, têm causado alterações ao meio ambiente, desde a perfuração de poços até o refino, direta ou indiretamente. Vazamentos de petróleo na orla brasileira trouxeram grandes impactos na vida marinha e fotos de animais cobertos de óleo tomaram as redes sociais.

  • Redução de consumo energético

É a chamada síntese verde, na qual toda a massa dos reagentes é convertida em produtos, não produzindo, assim, resíduos a serem descartados. Uma boa elucidação é a produção de sabonetes com princípio ativo de frutas, onde as sementes que seriam descartadas, são utilizadas no próprio produto como esfoliantes naturais. Em uma laboratório, isso se aplicaria em desenvolvimento de sínteses em que se estudaria uma metodologia onde toda a matéria prima e reagentes se convertam em um produto final, visando a não geração de um resíduo solido, líquido ou até gasoso, que seria descartado em um efluente ou no ar. Essa proposta gera não só uma economia energética na síntese, como uma economia de custos logísticos para o tratamento correto do resíduo.

  • Aprimoramento de processos

A reformulação do processo produtivo de um produto em busca de desenvolver métodos que levem a bandeira da indústria verde, sendo pela reciclagem de embalagens ou, quem sabe, a oferta do refil de um produto. A bandeira verde está aos poucos sendo levantada pela indústria e, novos produtos aparecem aos montes no mercado, é hora de analisar novas formas de produção, mesmo empresas pequenas conseguem aderir ao mercado sustentável e nesse quesito a Manner Jr. está de prontidão para te auxiliar.

A última questão pendente é: Como a sua empresa pode implementar a química verde?

A carta de serviços da Manner Jr. oferece o gerenciamento de resíduos, que é pautado na otimização de procedimentos operacionais a fim de reduzir e reutilizar tanto reagentes quanto resíduos, tendo em vista os princípios da Química Verde, o que possibilita não só a redução dos resíduos, como também dos custos e, o mais importante, a preservação do nosso planeta. E por último, e não menos importante, elaboramos procedimentos operacionais padrões (POP) coerentes com os princípios da Química Verde que auxiliam no dia-a-dia do laboratório certificando a qualidade, otimização e a padronização do produto final. Caso queira saber mais sobre esses serviços e como podemos te ajudar, entre em contato com a gente! :)


Referências:

LEAL, G. C. G; FARIAS, M. S. S. de; ARAÚJO, A. F. O Processo de Industrialização e seus impactos no Meio Ambiente Urbano. Qualitas Revista Eletrônica, 7(1), Paraíba, 2008. Disponível em: < https://revista.uepb.edu.br/index.php/qualitas/article/view/128>

MARTINS, S. S. S. et al. Produção de Petróleo e Impactos Ambientais: algumas considerações. Holos, 31(6), 54-76, 2015. Disponível em: < https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/2201/1212>

MEIRELLES, S. L; Química Verde: a Indústria Química e seus impactos na Indústria da Construção. Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos, UFRJ. Rio de Janeiro, 2009. Disponível em: < https://tpqb.eq.ufrj.br/download/quimica-verde-na-industria-de-construcao.pdf>

NEUMANN, F. et al. Química Verde. 27 p. Universidade Federal de Juiz de Fora. Disponível em: < https://www.ufjf.br/baccan/files/2012/11/Seminario-Quimica-Verde-2S2013.pdf>

PRADO, A. G. S. Química Verde, os desafios da química do Novo Milênio. Química Nova, 26(5), 738-744, 2003. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/qn/v26n5/17210.pdf>

USIQUÍMICA. Ficha de Informação e Segurança de Produto Químico: Amônia Solução 24/25%. 2014. Disponível em: < https://www.farmacia.ufmg.br/wp-content/uploads/2018/10/fispq-Am%c3%b4nia-24-25-5.pdf>




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